segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Anti-Cristo - A Profecia - Parte VI


A vista do topo do prédio de minha casa é incrivel, especialmente de noite.
Acho que todos nós temos esse senso. Aquilo que os nossos pais, desenhos animados e professores nos transmitem, que devemos fazer o bem, ajudar os outros, que somos todos irmãos, segundo o cristianismo.
Mas e se tudo estiver errado? Porque haveria Deus me escolhido para ser o Anti-Cristo? Será que ele existe até? Aposto que se gritasse o seu nome para o céu ele desceria sobre mim e me salva-va
- Quem está a tentar enganar mestre? Ele desistiu de si, senão não seria o nosso escolhido, você já não tem alma à muito tempo – Disse Arza, invadindo os meus pensamentos
- Como é que ? … Pois, se estás na minha cabeça é normal… Como é que perdi a alma? – Perguntei
- O Diabo pegou-a no dia em que nasceste, ele viu-te como o mais forte candidato, e já estive em milhares de corpos, o seu foi o único que aguentou comigo – Disse, falando levemente como se não fosse grande coisa
- E tu Arza, quem és? – Perguntei
- Eu? Eu sou o senhor mestre, nós somos um só, o senhor Guilherme é a arma, e eu o dedo cujo gatilho prime, segundo as suas ordens senhor, nã o posso controlar o seu corpo sem o seu consentimento  - Respondeu, falando num tom calmo, ao contrário de mim, que humedeço as palavras no meu nervosismo
- Posso livrar-me de ti? – Perguntei
- Infelizmente não mestre, estou a cumprir o lugar da sua alma, se me perder morre num curto espaço de tempo – Diss e Arza
Espreitei a vista de baixo do prédio.
- Não pense nisso mestre… Eu posso salvá-lo se se atirar… - Assegurou-me  Arza, de repente senti desconforto em pensar em suicidio
- Vê mestre? Não é boa ideia… - Confortou-me, fazendo-me pensar em mulheres nuas
- Quer uma esta noite? – Perguntou Arza, vendo a fraqueza no meu olhar
- Quero – Respondi, sem forças
Em lugar da fraqueza, um sorriso nauseante tomou lugar, o corpo de repente apanhou o seu ritmo e atirou-se saltando para outro prédio, e outro, e outro.

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