Foi mais ou menos aqui que começaram as maldades. Eu não me conseguia lembrar claramente do sucedido e sei que se me lembrasse não estaria no meio desta alhada, mas o conforto é como nada que tenha sentido antes, como uma droga.
E isto tornou-se hábito:
- Ei puto, enganaste-te na rua? – Disseram alguns mafiosos
italianos na rua escura
- Não, estou onde devo estar, mostra-me o guito – Ordenei,
empunhando um olhar mais negro que a noite
- Diversão, estava mesmo a precisar – Disse um deles, eram 6
no total
Isto era o que o Arza mais gostava
- Eu aceito – Disse eu a Arza
Os olhos escureceram por completo. Duas pulseiras negras em
apareceramem cada um dos meus pulsos. Bloqueio de esquerda, palma ao peito,
pontapé traseiro. Ele sabia lutar como ninguem. Bloqueio direito, gancho
esquerda, uppercut e cotovelada. Joelhada no estomago, pontapé na boca
sangrenta.
- Mostra-me o guito – Repetiu a voz, desta vez distorcida
- Deves estar a gozar puto – Disse um deles, cuspindo o
sangue
Foi quando senti que Arza estava a ir longe demais
- Erah Num Cala Iss – Disse Arza, pelos meus lábios
Tudo o que vi foram as entranhas do homem a evaporarem numa onda
de calor extraordinária, como nada que antes tinha visto.
- Pára – Soa a minha voz interior – Os olhos apagam-se e
tomo o controlo
- Eu disse que não queria matar ninguem… - Ralhei,
fragilizado
- Mas o mestre gostou e quer repetir… - Disse Arza, sabendo
o que eu sentia
- Isto já foi longe demais, chega de possessão – Disse,
empunhando o que restava do meu bom senso, podia ser uma sensação celestial mas
estava a fazer o errado
- Ao menos agarre o dinheiro – Agarrei o dinheiro
- Quem sou eu Arza? – Perguntei, contando o dinheiro
assustado
- O senhor é o Anti-Cristo, muitos venderiam a sua alma para
poderem ter uma fração do teu poder – Contou Arza
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