sábado, 27 de julho de 2013

O Cavaleiro do Tempo - Parte XIV


A escuridão. Parece tão basta, como se engolisse o desconhecido. Mas a escuridão não escondia nada a Hugo. A sua mente não era mais a sua antiga mente, Hugo tinha crescido tornando-se num verdadeiro Deus.

A história, linhas de tempo, tudo era do seu conhecimento. Hugo esteve lá quando o mundo nasceu, quando inventaram o telefone, as lâmpadas, os carros, a cura da febre espanhola. Os olhos que outrora traziam curiosidade e espírito exibiam um aspecto pesado e cansado, borrado de olheiras.
- Hugo? – Chamou-o uma voz familiar, o olhar pesado fecha-se e o olhar normal reaparece
- Filipa, diz – Disse Hugo, olhando para Filipa que estava na carteira ao lado
Hugo sabia exactamente de que se tratava esta conversa. Mas fingiu-se surpreendido. Se Hugo fosse dar uma volta depois das aulas, Turo iria tentar emboscá-los, mas Hugo estava disposto a correr o risco
- Claro, vamos lá – Respondeu Hugo, quando Filipa lhe perguntou se queria ir dar uma volta depois das aulas, como esperado
Depois das aulas.
- Ainda penso naquele dia… Não fazia ideia que fosses tão corajoso – Afirmou Filipa, lembrando-se do ocorrido
-Nem eu – Sussurrou Hugo
- O quê? – Perguntou Filipa, não ouvindo
- Nada nada… - Hugo sabia que esta era a sua deixa

Filipa começa a flutuar no ar, agarrando-se ao seu pescoço, respirando ofegante.

Sem comentários:

Enviar um comentário