sábado, 27 de julho de 2013

O Cavaleiro do Tempo - XV


- Em todas as linhas do tempo tu morres – Disse Hugo, o olhar fechado tomou lugar
- Não podes distorcer o meu espaço jovem arrogante – Dizia Turo, caminhando de mãos nos bolsos em direção a ele

- Isso é o que vamos ver – Disse Hugo
- Queres ver? Eu mostro, não tenho problema – Disse Turo, visivelmente drogado e sorridente, perturbado

O silêncio feroz, rasgado como carne por garras invisíveis. Foi assim que o som entrou nos tímpanos de Hugo. Que som foi esse? Vazio, em eco, mas com impacto. Esse som veio do pescoço de Filipa a estalar, matando-a. Lágrimas caíram do rosto de Hugo…
- Não devias de ter feito isso… - Disse Hugo, com uma voz vazia

Turo riu-se. Mas o seu riso rapidamente perdeu o folego e desapareceu como se caísse num poço sem fundo. Os olhos de Hugo reflectiram toda a raiva e ódio do mundo diante de si. Um circulo de energia azul roda em volta de Hugo. Esse circulo aumenta, até ter várias dezenas de metros de diâmetro. Dos pulmões de Hugo apenas se ouve o grito ensurdecedor. O mundo à volta de Turo e Hugo começa a desfazer-se, enormes pedaços de terra flutuam, arranha-céus quebram-se ao meio. Turo explode em vários pedaços. Mais 3 segundos e o planeta Terra era despedaçado a meio: Felicia aparece no ultimo segundo e toca na cabeça de Hugo, controlando-o.

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