As coisas pareciam ter voltado um pouco à normalidade. Hugo parecia ter tido umas férias pois Turo insistia em não dar-se por vencido enfrentando Hugo de costas desprotegidas.
- Cheguei – Disse Hugo, atirando a mochila para o canto no
quarto, como se quisesse que desaparecesse até o dia seguinte, em que
precisaria dela
- Mãe? Pai? – Perguntou Hugo, perante o silêncio, ouvia-se
apenas o fogão a trabalhar
- Hugo? As saudades já apertavam – Dizia uma voz familiar
Hugo entra na cozinha e vê corpos carbonizados no chão…
- Não pode ser! – Exclamou Hugo, incrédulo, mas era verdade,
eram os corpos dos seus pais no chão
- Vá lá, não fiques triste com o pobre do Pyro, eles foram uma
dor no meu pé para me deixarem entrar aqui, fiquei zangado e olha, queimei-os
sem querer – Desculpou-se Pyro
- Claro que estou a brincar, depois de teres morto os meus
dois irmãos, decidi matar dois da tua família também, senti uma necessidade,
como é que se chama? Vingança ? Não, justiça! – Disse Pyro, mantendo-se calmo,
falando pausadamente
E foi assim a gota de água. Hugo perdeu o chão e o poder
devorou-o por completo. Já não havia mais Hugo do atletismo, nem Hugo o filho,
agora apenas existia Hugo, o Deus do Tempo.
A mão de Hugo é estendida na direcção de Pyro.
- Que está a acontecer? Maldito! Pára com isso! Não! –
Suplicou Pyro, enquanto cabelos brancos lhe cresciam, envelhecendo, torcido
pelo poder de Hugo, até se tornar uma pilha de ossadas
Na expressão de Hugo não havia satisfação, não havia
sentimentos.
- Dling Dlong – Tocava a campainha de sua casa
Hugo sentia 20 agentes por detrás da porta.
- Deixei-me receber as visitas – Disse para si mesmo
Inspirando, envelheceu os 20 agentes, apanhando uma vizinha
sem intenção.
- Casualidades necessárias – Disse Hugo, sorrindo num
sorriso quente, mas dentro do contexto a melhor palavra seria psicopata
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