quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Cavaleiro do Tempo - Parte XII


Som de ossos a estalar ouviam-se. Hugo, armado de um pau marcial, quebrava os ossos a Shock, o rapaz que dominava a electricidade. Se antes Hugo apelava à rendição dos seus adversários, este agora apenas se teletransportava (viajava no seu túnel do tempo) para a presença deste e o aniquilava com a guarda em baixo.

- Por favor tem pie… - Disse Shock
Hugo teletransportou-o para o topo dos Himalaias e lançou o seu corpo pela cordilheira abaixo, sem o deixar terminar a frase.
- Feito – Disse Hugo, mantendo sempre o mesmo olhar fechado
- Hugo? – Chamou Filipa
- Tenho andado ocupado – Disse Hugo, prevendo que Filipa lhe iria perguntar o que se tinha passado
- E… - Disse Filipa
- Não tive tempo – Interrompeu Hugo, prevendo que Filipa lhe iria perguntar se não o podia avisar
“Não tive tempo”, reflectia Hugo, deslumbrado e por um momento fora das garras do seu poder, como uma célula de resistência do seu poder, mas a clareza do seu olhar rapidamente se perdeu.
 - Hugo, eu amo-te, por favor não fiques tanto tempo sem me dizer nada – Suplicou Filipa, Hugo foi apanhado de surpresa até pela visão
E assim Filipa rouba um beijo a Hugo, este abraça-a, sentindo o seu verdadeiro eu de volta ao seu corpo.
- Se andas nas drogas diz-me, eu quero ajudar – Pediu Filipa, chorando nos braços de Hugo
- És o meu melhor amigo desde sempre e sabes bem que ultimamente tenho sentido mais que amizade… - Continuou Filipa
- Não importa para onde me arrastes, eu irei tirar-te de lá, por isso, esquece a Joana e fica comigo – Suplica Filipa
Hugo beija Filipa, com a certeza de que esta é quem ele realmente ama.
- É a ti que eu amo Filipa – Diz Hugo, quase como um grito de ajuda

E ficam ali abraçados. Hugo quase que podia jurar que tinha activado o seu túnel de tempo, mas na verdade o tempo corria na normalidade.

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