quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Cavaleiro do Tempo - Parte VII


Ouvia-se o bater de botas. O cabelo branco denunciava-o, o seu nome era Turo.

Se o cabelo branco não bastasse, até os seus olhos eram tão brancos que fazia a retina parecer mais escura. O bater de botas não era despropositado, Turo não era de fazer caminhadas matinais, o seu ritmado e acelerado passo tinha um objectivo.
Ele olha uma criança albina de mão dada com os pais e, utilizando telekinesis, afasta toda a gente dela, esta chora, agarrada à boneca. O pai corre para a rapariga, mas com um estalar de dedos Turo parte-lhe o pescoço. Uma gargalhada calma, seca e maliciosa sai-lhe dos lábios, conjurando num sorriso peturbado.
- Afasta-te dela Turo – Ouviu-se uma voz
- Alguém com coragem finalmente – Riu Turo
- Hugo, não é? Prazer em conhecê-lo, Turo é o nome – Introduziu-se Turo, a Hugo
- Como é que… – Perguntou-se Hugo
- A Ordem sabe da tua existência, devo dizer que fizeste um péssimo trabalho em passar despercebido – Concluiu
- Não posso permitir que leves essa rapariga – Repetiu Hugo
- E quem é que me vai parar? Vais prever que eu vou tropeçar e cair no chão? Não és comparação ao meu poder – Riu-se Turo, daquela sua forma, peturbada e torcida
Com isto Turo levantou dois postes eléctricos do chão, as faíscas corriam como fogo de artificio
- Não quero matar-te, mas obriga-me e nem pestanejarei, desaparece – Ameaçou Turo, irritado
- Prepara-te para lutar – Disse Hugo, assumindo pose de combate
- Tu pediste-as – Turo atira-lhe os postes, a visão atinge-o e salta para cima dum dos postes, saltando por cima dos dois, aproveitando a distância curta, Hugo atira-se tentando desferir um golpe martelo com as mãos juntas em Turo, mas este desvia-se como o vento para trás
Hugo cai, magoando-se nas pernas.
- Pensei que previas falhanços, que desilusão, não passas de um vidente mal amanhado, mas podias ser mais que isso, se viesses comigo – Chutou Turo, puxando o cabelo de Hugo, forçando-o a manter-se de pé
- Eu nunca me juntaria a vocês – Grunhiu sofridamente Hugo
- Então vou arrancar-te a cabeça, só preciso do teu cérebro – Riu-se Turo, mas o seu riso iria afundar-se como um apagão
- Porque é que os meus poderes não funcionam contigo?! – Gritou Turo, irritado
- Não podes manipular o meu campo de tempo e espaço – Grunhiu Hugo
Uma visão atinge Hugo
- Inutil – Grita Turo, prestes a disferir um pontapé mortal a Hugo
Mas Hugo agarra-lhe o pé e prega-lhe uma rasteira, pegando na rapariga e correndo, por entre cimento e alcatrão a ser arrancado do chão, utilizando as suas visões.


- Ela estará segura aqui – Assegura Senhor Yang
- Não me parece, aquele Turo é abdominavel! – Exclamou Hugo

- Turo é apenas um jovem imprudente, ele estará destinado a cair sobre a sua própria espada – Assume Yang, tocando levemente na cabeça da rapariga

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