Se o cabelo branco não bastasse, até os seus olhos eram tão brancos que fazia a retina parecer mais escura. O bater de botas não era despropositado, Turo não era de fazer caminhadas matinais, o seu ritmado e acelerado passo tinha um objectivo.
Ele olha uma criança albina de mão dada com os pais e,
utilizando telekinesis, afasta toda a gente dela, esta chora, agarrada à
boneca. O pai corre para a rapariga, mas com um estalar de dedos Turo parte-lhe
o pescoço. Uma gargalhada calma, seca e maliciosa sai-lhe dos lábios,
conjurando num sorriso peturbado.
- Afasta-te dela Turo – Ouviu-se uma voz
- Alguém com coragem finalmente – Riu Turo
- Hugo, não é? Prazer em conhecê-lo, Turo é o nome –
Introduziu-se Turo, a Hugo
- Como é que… – Perguntou-se Hugo
- A Ordem sabe da tua existência, devo dizer que fizeste um
péssimo trabalho em passar despercebido – Concluiu
- Não posso permitir que leves essa rapariga – Repetiu Hugo
- E quem é que me vai parar? Vais prever que eu vou tropeçar
e cair no chão? Não és comparação ao meu poder – Riu-se Turo, daquela sua
forma, peturbada e torcida
Com isto Turo levantou dois postes eléctricos do chão, as
faíscas corriam como fogo de artificio
- Não quero matar-te, mas obriga-me e nem pestanejarei,
desaparece – Ameaçou Turo, irritado
- Prepara-te para lutar – Disse Hugo, assumindo pose de
combate
- Tu pediste-as – Turo atira-lhe os postes, a visão atinge-o
e salta para cima dum dos postes, saltando por cima dos dois, aproveitando a
distância curta, Hugo atira-se tentando desferir um golpe martelo com as mãos
juntas em Turo, mas este desvia-se como o vento para trás
Hugo cai, magoando-se nas pernas.
- Pensei que previas falhanços, que desilusão, não passas de
um vidente mal amanhado, mas podias ser mais que isso, se viesses comigo –
Chutou Turo, puxando o cabelo de Hugo, forçando-o a manter-se de pé
- Eu nunca me juntaria a vocês – Grunhiu sofridamente Hugo
- Então vou arrancar-te a cabeça, só preciso do teu cérebro
– Riu-se Turo, mas o seu riso iria afundar-se como um apagão
- Porque é que os meus poderes não funcionam contigo?! –
Gritou Turo, irritado
- Não podes manipular o meu campo de tempo e espaço –
Grunhiu Hugo
Uma visão atinge Hugo
- Inutil – Grita Turo, prestes a disferir um pontapé mortal
a Hugo
Mas Hugo agarra-lhe o pé e prega-lhe uma rasteira, pegando
na rapariga e correndo, por entre cimento e alcatrão a ser arrancado do chão,
utilizando as suas visões.
…
- Ela estará segura aqui – Assegura Senhor Yang
- Não me parece, aquele Turo é abdominavel! – Exclamou Hugo
- Turo é apenas um jovem imprudente, ele estará destinado a
cair sobre a sua própria espada – Assume Yang, tocando levemente na cabeça da
rapariga
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