quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Cavaleiro do Tempo - Parte VIII


- Como te chamas pequenina? – Perguntou Yang à pequena criança
- Sou o tempo – Respondeu calmamente, a rapariga

- Sei tudo sobre o seu passado – Respondeu a criança
- Mas… - Balbuciou, confuso, o senhor Yang
- Deixe-me explicar – Disse a menina, pondo a mão sobre a testa de Yang
- Oh meu Deus! – Soltou Yang, angustiado após ver visões do futuro
- Você não lhe pode contar isto, ele ainda não está pronto para o seu destino – Sussurrou a menina
Entretanto, Hugo continuava a treinar, mas as dores de cabeça ficavam cada vez piores.
- Pare por favor – Pediu Hugo, enquanto treinava com os monges, cambaleando
Caiu nos seus joelhos, e sentiu aos poucos os trovões azuis que anunciavam as visões a estourarem a sua mente.
O poder estava a dilatar, e Hugo poderia não sobreviver. Mas pequenos passos aproximaram-se dele.
- Tu vais sobreviver – Disse a voz, tocando-o na testa arrepiada, fazendo com que as visões se organizassem e que as dores acalmassem
- Quem és tu? – Perguntou Hugo
- Um dia perceberás por ti mesmo – Respondeu a menina
- Mas o meu nome é Felícia – Acrescentou
Mas a partir daí tudo continuou normalmente.
- Tenho uma missão para ti, jovem monge – Aclamou Yang, assim que Hugo entra na sala de oração
- São quatro, os subordinados de Turo – Yang cruzou os dedos e recitou
- O primeiro domina o fogo, o segundo domina a invisibilidade, o terceiro tem super força, o quarto domina a electricidade – Contou
- Para enfraquecermos o reinado de Turo, precisamos de abatê-los, assim Turo não lhe terá ninguém a quem se encostar e sairá com as costas desprotegidas – Explicou
- Vou enfrentar o terceiro primeiro – Pediu Hugo
- Eu sei onde ele está – Disse Felícia, entrando na sala
- Então diz-me onde ele está – Pediu Hugo
- Tu sentes a presença dele, porque não a segues? – Perguntou Felícia
- Desculpa? Sentir a presença? Do que estás a falar? – Perguntou Hugo
- Porque achas que tiveste aquele ataque à bocado? – Perguntou Felícia
- Não faço ideia – Respondeu Hugo
- A tua interferência com o tempo está a tornar-te NO TEMPO, a um ritmo que os monges não conseguiriam em dez mil anos – Disse Felícia
- Quem és tu? – Perguntou Hugo
- Tenho ouvido essa pergunta muitas vezes – Disse Felícia, sorrindo
- Quando o tempo chegar a minha verdadeira identidade será te revelada, até lá, terás de aprender a usar os teus poderes e não caíres na tentação do poder – Acrescentou Felícia

- Estou à altura do desafio – Respondeu Hugo, firme

Sem comentários:

Enviar um comentário