sábado, 25 de maio de 2013

O ódio de amar – Parte VII


Nuno, Pedro, Sofia e Ana, quem eram eles? Um clube de fãs? Aspirantes a cabras e cabrões?

Gabriel e Carlota eram os mais famosos da escola, ele por ser amado por raparigas e detestado por rapazes, ela pelo contrário.
Mas algo mudou, Nuno, Pedro, Sofia e Ana eram agora os respectivos gangues. Gabriel era agora um rapaz apaixonado pelas artes e um pouco solitário, sentia-se culpado pelo seu passado e não se sentia digno da companhia de ninguém, aprendeu a respeitar as raparigas da maneira mais drástica, não falando com elas, observava os seus corpos suaves, os seus bustos e traseiros balançando suavemente pela sala, e as imagens de pecado passavam-lhe pela mente, e a culpa caía-lhe em cima. 8, 8 foram as virgindades que ele tirou. 8, 8 foram os golpes com uma faca que fez no braço, não profundos, mas suficientes para deixarem marca…
Já Carlota aprendeu o valor da amizade com o sexo oposto, e que sexo não é tudo. Ela agora tem amigos, pediu perdão a muitas pessoas, e conseguiu algumas “segundas oportunidades”, mas algo tinha mudado, ela agora apreciava o valor de uma conversa, uma boa ida ao cinema, ao invés de consumir afecto como uma droga incurável.
 Mas o ódio mantinha-se. As faíscas mantinham-se. Os velhos arqui-inimigos continuavam melhores inimigos de dia e melhores amigos, e namorados, de noite. E o pior: Eles nem suspeitavam.

Sem comentários:

Enviar um comentário