Nuno, Pedro, Sofia e Ana, quem eram eles? Um clube de fãs? Aspirantes a cabras e cabrões?
Mas algo mudou, Nuno, Pedro, Sofia e Ana eram agora os
respectivos gangues. Gabriel era agora um rapaz apaixonado pelas artes e um
pouco solitário, sentia-se culpado pelo seu passado e não se sentia digno da
companhia de ninguém, aprendeu a respeitar as raparigas da maneira mais
drástica, não falando com elas, observava os seus corpos suaves, os seus bustos
e traseiros balançando suavemente pela sala, e as imagens de pecado
passavam-lhe pela mente, e a culpa caía-lhe em cima. 8, 8 foram as virgindades
que ele tirou. 8, 8 foram os golpes com uma faca que fez no braço, não
profundos, mas suficientes para deixarem marca…
Já Carlota aprendeu o valor da amizade com o sexo oposto, e
que sexo não é tudo. Ela agora tem amigos, pediu perdão a muitas pessoas, e
conseguiu algumas “segundas oportunidades”, mas algo tinha mudado, ela agora
apreciava o valor de uma conversa, uma boa ida ao cinema, ao invés de consumir
afecto como uma droga incurável.
Mas o ódio
mantinha-se. As faíscas mantinham-se. Os velhos arqui-inimigos continuavam
melhores inimigos de dia e melhores amigos, e namorados, de noite. E o pior:
Eles nem suspeitavam.
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