sábado, 25 de maio de 2013

O ódio de amar – Parte VIII (Ultima Parte)


Tinham passados vários meses, Carlota e Gabriel faziam agora 5 meses de namoro.

Sentiam-se redimidos, e ambos sabiam o que o outro tinha passado. Quanto à interrogativa imposta por Gabriel sobre o que ela queria no aniversário do namoro delas, ela disse: “Quero saber quem és”. Gabriel auto-avaliou-se, supôs esta situação à 5 meses atrás… “Não! Sou um monstro, não quero que saibas quem eu sou, tenho medo que não gostes de mim e te afastes”…  Mas Gabriel sentia-se redimido, ele já não era a mesma pessoa, sentia-se com a única coisa que o ligava ao passado era o espelho e o nome. Nada era igual. Carlota estava confiante, pois sentia que só daquele amor é que podia desfrutar, devia desfrutar, só a ele é que devia de amar.
Tarde de Outono, a paisagem coloria-se com os tons de dourado e castanho,  as folhas caíam como se uma neve lenta se tratasse. Carlota estava a alimentar os patos do lago, tal como tinha dito a Gabriel pelo Skype. Este aproximou-se dela.
“De Outono ainda chove”, disse Gabriel, era a frase que tinham combinado.
Carlota tinha o seu cabelo roxo apanhado no topo da cabeça e vestia um suave vestido pérola rosa, Gabriel trazia umas jeans com um casaco simples tapando levemente uma tshirt básica preta. 
O silêncio era forte, como se dentro das suas cabeças uma guerra surgisse e começasse um conflito escalante sobre como construir uma frase que pudesse descrever o que sentiam… Era impossível negar, as suspeitas confirmavam-se e era inevitável, os namorados eram os piores inimigos, e isso era algo difícil de engolir para ambos… Mas Carlota lembrou-se das coisas que Gabriel lhe disse, de como se tinha dedicado à vida de outra forma, e Gabriel conseguiu compreender as falas que Carlota lançava quando dizia que tinha mudado por causa dele. Carlota e Gabriel sorriram, sem trocar olhares, apenas um leve toque nas mãos, as mãos de Carlota continuavam frias como no dia do baile de máscaras, as de Gabriel continuavam quentes e ásperas. E uma pequena voz saiu da boca de Gabriel:
“Obrigado”
E Carlota encostou a cabeça no ombro de Gabriel.
“Obrigada eu”
E um pequeno beijo soltou-se dos seus lábios. Não era um beijo sedutor, nem um beijo técnico, era um pequeno, simples, tímido beijo apaixonado.

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