A luz tinha falhado e, com a luz do telemóvel, Filipa tinha ido buscar uma vela e um isqueiro, para não comerem às escuras. O isqueiro aceso iluminava o seu redor, Filipa acendeu a vela e sentou-se à mesa, virada para Marco
- Desculpa, nesta zona a energia falha sempre que está tempo
mau, ultimamente tem sido sempre assim – Desculpou-se Filipa, olhando Marco nos
olhos, como se ele tivesse alguma coisa no olho
- Passa-se alguma coisa Filipa? – Perguntou Marco
Filipa sussurrou qualquer coisa.
- Desculpa, podes falar mais alto? – Pediu Marco,
aproximando-se de Filipa
Filipa respirou fundo e repetiu
- Tenho medo do escuro – Disse Filipa, envergonhada
- Bem, não precisas de ter, não estás sozinha – Disse Marco,
tocando a sua mão, Filipa respondeu receosa, mas aceitou a sua mão
- Não tem a ver com isso – Disse Filipa
- Então? Que tem a ver? – Perguntou Marco, confuso
- Nada – Respondeu Filipa, o ambiente ficou pesado
- Para o nosso primeiro jantar isto parece-me um pouco romântico
a mais – Brincou Marco, ainda segurando na mão de Filipa, que parecia estar a
passar por um grande sofrimento, riu
- És mesmo engraçado Marco, fico feliz por te ter conhecido
– Confessou Filipa
O apagão passou e a luz voltou, mas as duas mãos não se
largaram
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