Não me lembro de nada. Apenas disse sim e o meu corpo adormeceu… Nem sei o paradeiro dos anjos… Será que eles podiam aju… Ah! Dores… Eu queria que eles me… Ah! A minha cabeça
- Mestre, você não pode ser salvo – Disse Arza
- Arza! O que aconteceu? Diz-me já! – Disse, zangado
- Nada, nenhum deles morreu, infelizmente, mas desarmamos
Miguel, foi muito bom – Riu-se Arza
- Desarmaste, eu não fiz nada, nem quero fazer mais nada –
Disse, revoltado
- Eu sabia que este momento iria chegar… - Disse Arza,
batendo com o meu dedo na minha bochecha
- Guilherme Soldado, 21 anos,
simples empregado de balcão – Discursou Arza
- Eu sei que querias ser
arquitecto, para desenhares casas, mas que proposito tem isso? Nem és tu que as
constróis. E os teus pais? Eu lembro-me, o teu pai batia na tua mãe e tu vias e
nunca tiveste coragem de fazer nada, e tu? Vê só o quão derretido ficaste com o
nosso poder, magnifico, embora se te consideras uma pessoa de boa fé, porque
nunca tentaste ir a uma igreja desde miudo? – Perguntou Arza
- Porque… - Ia responder, mas uma
dor mais forte que o normal parou-me
- Justificar os teus erros não os
desculpa, tu devias de saber isso, mas não sabes pois não? Que vida de mentira
vives? Sabes perfeitamente que todos os teus amigos falam mal de ti nas tuas
costas, o teu pai só quer alcool e nunca compreendeu o teu verdadeiro
potencial, nem a tua mãe – Acrescentou
- Potencial? – Perguntei, ainda
“destruido” emocionalmente pelo seu discurso…
- De todos os Anti-Cristos até
hoje, o senhor é o derradeiro, o que vai destruir o mundo – Disse Arza,
ogulhoso
- Detruir o mundo? Eu tenho esse
poder? – Perguntei, deslumbrado
- Tem esse poder e muito mais – Disse Arza, rindo-se, pois
sabe que me conquistou…
- Eu tenho usado apenas uma pequena percentagem do poder, se
o aceitares, poderás tê-lo a 100% - Disse Arza
- Quero… - Respondi, perante o riso humilhante de Arza
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