quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Sangue Frio - Parte III
A verdade é como um manto, cobre aquilo que não convém e apenas mostra aquilo que aos olhos do desatento. Mas quem consegue ver para além do manto sabe muito bem que a verdade é apenas uma sereia diabólica, escondendo a verdade atrás da sua beleza desumana.
Frederico encontrava-se frente a frente com Morgado, que carregava a sua metralhadora preferida, uma
velha amiga dos tempos de guerra no Iraque, uma M4, Frederico encontrava-se com a sua Beretta PX4 personalizada em tons cinza, a irmã da arma encontrada por Morgado.
"Sabia que virias... Mestre", Respondeu Frederico, "O meu melhor aluno", sorriu orgulhoso, puxando o gatilho de segurança da sua metralhadora. Beatriz encontrava-se amordaçada entre as máquinas do armazém onde os dois estavam, um antigo armazém com móveis mais velhos que a própria história.
Morgado, consumido pela raiva, descarregou o clip inteiro à guerrilha, enquanto Frederico parecia mexer-se com as sombras da luz produzida pelo disparar das armas no armazém obscuro. Embora Morgado estivesse em vantagem fisicamente e em equipamento, Frederico era mais ágil e escapava-se no segundo em que Morgado virava a sua arma para onde ele estava.
"Aparece escumalha, ou vais trair o teu mestre como traiste todos os sub chefes?" Gritou Morgado, enquanto recarregava a sua metralhadora. Frederico acertou em Morgado com a coronha da arma, deixando-o inconsciente.
"Eu nunca o traí, só queria a sua atenção, mas pensei que matando-o teria a atenção de todos", disse Frederico, vendo Morgado, que entretanto acordou. "Não podias simplesmente falar comigo? És um dos meus guardas", Morgado tinha razão, mas teria de conseguir a atenção de todos sem falar directamente com ele, pois a conspiração cobria todos os outros 5 guardas treinados por Morgado. Frederico precisava que Morgado se encontra-se com ele fora do horário de trabalho, para não criar suspeitas.
"Estou a ouvir qualquer coisa", disse Morgado, Frederico pegou na faca de combate e digiriu-se à porta. Frederico era de longe o guarda mais experiente, e o assassino pessoal de Morgado. Um dos guardas entrou na sala, armado com a sua metralhadora da marinha, Frederico socou-o no rosto, expondo o pescoço que foi cortado num golpe limpo. Largando a faca Frederico correu, dependendo apenas naquilo que o tornava diferente dos outros guardas, a sua destreza em combate corpo a corpo. O segundo guarda apontou-lhe a arma, num movimento rápido, Frederico pontapeou o seu joelho, quebrando-o, e assim que o guarda sucumbiu num só joelho acabou com tudo elevando a palma da mão direita em direção à sua cana do nariz, enterrando-a dentro da sua cabeça, causando-lhe morte imediata. Frederico estava a ser sortudo mas decidiu que era tempo de voltar atrás, pois temia que o seu mestre fosse morto, perdendo assim a chance de sobreviver à conspiração. Encontrou Afonso, o seu verdadeiro rival, era mais musculado que Frederico, e exibia uma cicatriz no rosto, que ia desde a bochecha esquerda até ao meio da testa, num risco diagonal e claro. Reacção, baixar cabeça, Afonso é perito em facas de lançar, uma faca acerta na porta de madeira, a faca é semi curvada.
"Podias ter evitado tudo isto, teria sido muito mais fácil se não te armasses em cão leal", disse Afonso com um tom de voz irritado e nervoso, procurando Frederico, que tinha desaparecido.
"Velhote, chegou a tua hora", disse Afonso, apontando a sua Glock .19 à tempera de Morgado.
Das sombras aparece Frederico, que pega na cabeça de Afonso e torce-lhe o pescoço, matando-o. "Não temos muito mais tempo, liberta-me e ainda posso ajudar", Frederico fez como Morgado ordenou, levantando-se, empunhando a sua Desert Eagle. Morgado sabia que a sua filha tinha sido raptada por Frederico, mas sabia que estava em boas mãos.
Ezequiel sempre foi um guarda traiçoeiro, sendo que era ele quem estava por detrás disto. Colocou uma telemóvel em altifalante perto do quarto, com uma mensagem manipulada em que Frederico reagia às suas ordens, disparando a sua arma, parecia inofensivo mas virou a mesa a favor dele. Ezequiel trazia a sua USP .45, equipada com o seu silenciador dourado, disparou sobre Beatriz, que gemia de dor, amordaçada. Morgado reagiu ao telemóvel, e como não estava com Frederico caiu na armadilha armada por Ezequiel, o loiro traiçoeiro de quem Morgado nunca gostou.
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