sábado, 22 de setembro de 2012
Sangue Frio - Parte II
"Quero negociar um acordo Senhor Morgado", dizia Montgomery, o chefe britânico da droga.
"O mundo da droga já não é o que era, antes éramos respeitados, temidos, as pessoas baixavam o rosto quando passávamos, hoje têm assassinos e tudo atrás de nós", disse Morgado, segurando na sua mão uma
pistola semi-automática silenciada. "Há pessoas que encontram cêntimos no chão, eu fui dar de caras com esta Beretta PX4 carregada e com silenciador, se isto é coincidência, eu acho que não, isto é guerra", acrescentou Morgado, enquanto premia o gatilho de segurança, apontando a arma ao seu assistente, disparando-a no seu queixaço. "Não podemos confiar em ninguém hoje em dia".
Entretanto, Beatriz dos Santos, filha de Morgado estava no seu quarto, no hotel ao lado. Frederico, que passou a noite em branco, pois sempre que tocava no sono a rapariga invadia o seu imaginário, com uma personificação do seu falhanço, do seu primeiro falhanço, engendrou um plano B, raptar a filha dele e matá-lo assim que o tivesse contacto visual com ele a menos de 100 metros, de onde conseguiria apontar a matar num piscar de olhos. Frederico pode ser uma máquina de matar mas não é burro, não iria chacinar simples seguranças que trabalham em turnos e têm uma vida honesta, invés disso preferiu subir ao telhado ao cair da noite, de onde desceu de rapel até à janela dela.
Entrou, silencioso como o vento da noite, por dentro da janela do quarto. Frederico não era virgem, e já tinha tido sexo com muitas mulheres, mas sempre na pretensão de algo, sedução era um dos seus jogos preferidos e mais simples, ele entendia o libido feminino como a pistola que trazia na mão. Vestida numa delicada camisa de noite, deixando exposta a sua bela pele morena, encontrava-se a jovem à sua frente, com um olhar surpreendido. Frederico apontou-lhe a arma, não por querer subjugá-la ou controlá-la, mas porque sentia medo pela primeira vez, a sua mão tremia e Frederico olhava-se de cima a baixo como se não reconhecesse o culpado pela morte de milhares de mercenários na sua curta carreira de 4 anos como assassino. "Não me vai matar pois não?", perguntou Beatriz, já recomposta do susto, "Venha comigo", disse Frederico, numa voz profunda, mas colocada numa perfeição inatural, e assim Beatriz, estranhamente seduzida por Frederico, seguíu até à escada do helicóptero da Agência, de onde os dois voaram para longe.
"Filha querida, cheguei", disse Morgado ao entrar em casa, "Filha! Onde estás?!", perguntou Morgado, com as mãos arrepiadas a passar sobre o cabelo longo, "Eu vou apanhar o estupor que me raptou a filha", disse Morgado sacando uma metralhadora M4 detrás da sua secretária.
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