sábado, 27 de julho de 2013

O Cavaleiro do Tempo - Parte XVIII (Ultima Parte)


Existem aqueles rapazes que brilham. Existem aqueles rapazes que têm um sorriso de charme e a lição de engate na ponta da lingua. Existem esses rapazes e existe Hugo, que já não precisa de se esforçar para convidar alguma rapariga para sair, mas Hugo tem algo que eles não têm, não é a inocência, é o facto de ser um Deus do Tempo, ou pelo menos ter sido numa linha de tempo diferente.

- Queres lanchar comigo? - Perguntou-lhe uma rapariga, era Joana, a sua amiga desde infância
- Claro! Já ronca! – Exclamou Hugo, passando a mão pelo estomago
Sentaram-se os dois, comendo o lanche. Joana olhava para Hugo com olhos suspirantes, enquanto este comia. Joana gostava dele, mas ele estava tão preocupado olhando quem estava acima dele que não via quem estava a seu lado... E passou a Filipa, a rapariga que ele gostava... E lá se foi o olhar suspirante
A inversão da linha temporal trocou o lugar de Filipa por Joana, mas o amor não responde a leis de tempo e espaço e Hugo continuava a amar Filipa como na linha de tempo anterior
- Olha que te caiem os olhos – Cotovelou Joana
- Não me chateies - Disse Hugo, olhando-a
- Não te babes, cromo - Comentou Joana
Hugo encontrava-se agora a chegar à paragem do autocarro, onde a cadeia de acontecimentos que iriam acordar os seus poderes do tempo iria ter lugar.
- Vou a pé hoje – Disse Hugo, pensando alto
Incrivel como quando somos normais ansiamos por poder ser diferentes. Mas para quem é diferente, nada bate a sensação de nos sentirmos iguais.
-Tu moras na casa no cimo da rua ao lado da minha certo? – Perguntou-lhe uma voz, Hugo sorriu
- Sim, na casa de telhado vermelho – Disse Hugo
- Vamos juntos? – Perguntou Filipa
- Claro – Disse Hugo
- Optimo – Disse Filipa
- Chamo-me Hugo - Apresentou-se

- Chamo-me Filipa – Retribuiu

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