Bate a bola no chão, uma, duas, três, balança e encesta. Ele
pega no telemóvel e abre uma mensagem.
- O quê? Outra vez aquela chata que diz que me ama – Suspira
de impaciência
- Quando é que ela vai aprender que eu não a amo? Só curti
com ela porque ela é atraente, foi uma cena duma noite – Disse, rindo-se
- Raparigas e os seus sentimentos cor-de-rosa – Riu-se de
novo e continuou a praticar os cestos
O seu nome era Gabriel, era o rapaz mais famoso da escola e
embora tivesse muitos amigos, Gabriel era egoísta, mas carismático, frio, mas
capaz de fingir sentimentos que não tinha. Conseguia sempre o que queria, quer
fosse pelo dinheiro dos pais, ou pelo charme dos seus cabelos loiros, do seu
olhar azul ou do seu aspeto físico, corpo de nadador profissional.
Tinha ódio de quem o amava, e gostava apenas de quem lhe
dizia aquilo que ele queria ouvir. Um monstro no corpo de um simples
adolescente académico. Os dedos das mãos não chegariam para contar o número de
corações que partiu sem cessar o seu sorriso irónico do rosto.
Mas ele era inocente, pois nunca amou nada além das palavras
e do dinheiro, era uma alma pobre… E não havia nada que pudesse ser feito
quanto a isso, ou pelo menos era o que os seus amigos de infância, agora
esquecidos, pensavam…
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